Uma planilha da reforma tributária para estimar quanto crédito cada fornecedor gera, comparar cotações pelo custo líquido e medir o efeito do split payment no caixa. Baixe grátis e use no Excel ou no Google Sheets.
Por isso, criamos uma planilha gratuita para você enxergar como a reforma tributária mexe no custo das compras e no caixa, fornecedor por fornecedor.
Mas a planilha é só o primeiro passo.
Com o split payment, o valor que chega na conta muda, e o fluxo de caixa precisa refletir isso todos os dias. Para planejar com segurança, o financeiro precisa de contas a pagar organizadas e de pagamentos conciliados. É isso que o software da Kamino entrega:
Use a planilha para simular cenários. Para ter os dados financeiros que sustentam essas decisões, conte com a Kamino.
São sete abas conectadas. Você cadastra fornecedores e compras, e a planilha calcula o restante com base em premissas que você pode editar.
A planilha já vem com um exemplo preenchido, de uma distribuidora de materiais elétricos de médio porte, para você entender cada campo antes de lançar os seus dados.
| Aba | Para que serve |
|---|---|
| Como usar | Passo a passo, legenda de cores e o aviso de simulação gerencial |
| Premissas | Alíquotas de referência estimadas, cronograma de 2026 a 2033, reduções por tipo de item e regras de crédito por regime do fornecedor |
| Fornecedores | Cadastro com regime de IBS/CBS (regime regular, Simples Nacional, Simples com opção pelo regime regular ou sem destaque) e total de crédito estimado por fornecedor |
| Compras | Lançamento de cada compra, com CBS e IBS cobrados na nota, crédito estimado e custo líquido |
| Comparativo | Até seis cotações do mesmo item, com ranking pelo custo líquido depois do crédito |
| Split payment e caixa | Efeito da retenção do tributo no recebimento das vendas, mês a mês, e a necessidade de capital de giro |
| Resumo | Crédito por fornecedor e projeção do crédito em cada ano da transição, com gráficos |
A reforma tributária do consumo troca PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por dois tributos sobre valor agregado: a CBS, federal, e o IBS, de estados e municípios. A regra geral é a não cumulatividade ampla: o IBS e a CBS pagos na compra viram crédito para abater o que a empresa deve nas vendas.
Na prática, o custo de uma compra deixa de ser o preço da nota. Para uma empresa no regime regular, o que pesa no resultado é o custo líquido, ou seja, o preço pago menos o crédito que a compra gera. Por isso, o regime do fornecedor passa a fazer parte da decisão de compra.
Pela LC 214/2025, quem compra de um optante pelo Simples Nacional que recolhe IBS e CBS dentro do DAS pode se creditar apenas do valor desses tributos pago no regime simplificado. Esse percentual costuma ser bem menor que a alíquota cheia e varia por anexo e faixa de faturamento.
Já o fornecedor do Simples que opta por recolher IBS e CBS pelo regime regular transfere crédito integral, como uma empresa do regime regular. Na planilha, você informa o regime de cada fornecedor e, quando souber, o percentual que ele recolhe no DAS.
A Cabos Ômega tem o menor preço de tabela, mas termina em último lugar pelo custo líquido: R$ 3.788,91 acima da opção de menor custo. A diferença vem do crédito menor, estimado em 1,2% de CBS e 2,8% de IBS pleno, percentuais que o próprio fornecedor informou.
O peso do crédito cresce a cada ano, porque as alíquotas de IBS e CBS sobem enquanto ICMS e ISS diminuem. No exemplo, as compras de 2027 somam R$ 3.733.200,00 antes do tributo e geram R$ 314.554,42 de crédito estimado (8,4%). Com o mesmo volume em 2033, a projeção chega a R$ 953.535,96.
As alíquotas de 2027 em diante são estimativas. A planilha usa como premissa o total de 27,91% adotado pelo Comitê Gestor do IBS na Resolução CGIBS nº 14/2026, com 18,70% de IBS e 9,21% de CBS. A alíquota oficial da CBS de 2027 ainda será fixada pelo Senado, e você pode atualizar o valor na aba Premissas. Para ver as datas em detalhe, consulte o calendário financeiro da reforma tributária.
No split payment, o prestador de serviço de pagamento separa o IBS e a CBS no momento da liquidação e repassa o valor ao governo. A empresa recebe o líquido. O tributo que antes ficava no caixa até a data do recolhimento deixa de passar pela conta.
Segundo a Receita Federal, os testes com instituições de pagamento começam em 15 de outubro de 2026. A primeira fase, prevista para 2027, é facultativa e restrita a operações entre empresas, com implantação gradual depois disso.
Ao fim de 12 meses, a necessidade acumulada de capital de giro chega a R$ 242.684,33, considerando que o saldo credor volta ao caixa em dois meses. Todas essas premissas são editáveis: teste o pior cenário, sem uso de créditos, para saber quanto de folga o caixa precisa ter.
| Fornecedor | Regime | Preço cotado | Crédito estimado | Custo líquido | Ranking |
|---|---|---|---|---|---|
| Distribuidora Sigma | Simples com opção pelo regime regular | R$ 108.600,00 | R$ 9.158,56 | R$ 99.441,44 | 1º |
| Indústria Alfa Cabos | Regime regular | R$ 109.210,00 | R$ 9.210,00 | R$ 100.000,00 | 2º |
| Atacado Kappa | Regime regular | R$ 111.000,00 | R$ 9.360,96 | R$ 101.639,04 | 3º |
| Cabos Ômega | Simples Nacional, IBS/CBS no DAS | R$ 104.500,00 | R$ 1.269,65 | R$ 103.230,35 | 4º |
A reforma muda o custo das compras e o ritmo do caixa ao mesmo tempo. Quem começa a medir agora chega a 2027 com dados para negociar com fornecedores e planejar o capital de giro. Confira as práticas que ajudam o financeiro nessa preparação.
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saber quem está no regime regular, no Simples ou no Simples com opção pelo regime regular é o ponto de partida para estimar o crédito. Veja o que muda nas contas a pagar na reforma tributária
o preço de tabela deixa de ser suficiente para escolher fornecedor. Incluir o crédito estimado na análise faz parte de uma gestão de custos mais precisa
com o tributo retido no recebimento, o descasamento entre prazos pesa mais. Acompanhe o prazo médio de pagamento e renegocie antes da virada
teste cenários com mais e menos recebimentos pelo split para saber quanto de folga o caixa precisa. O guia sobre a reforma tributária no financeiro resume os principais pontos
com o split payment, o valor que entra na conta é diferente do valor da venda. Ajustar a rotina de conciliação financeira na reforma tributária evita diferenças sem explicação no extrato.
Para fornecedor do regime regular, o crédito corresponde ao IBS e à CBS destacados na nota e efetivamente pagos. Se a compra é de R$ 100.000,00 antes do tributo e a alíquota somada é de 9,21%, o crédito estimado é de R$ 9.210,00.
Para fornecedor do Simples que recolhe no DAS, o crédito é o valor desses tributos pago no regime simplificado. A planilha faz essas contas automaticamente, como estimativa gerencial a ser validada com o seu contador.
Tem, mas em geral menor. A LC 214/2025 permite o crédito no montante equivalente ao IBS e à CBS pagos pelo fornecedor dentro do Simples. Se o fornecedor optar por recolher esses tributos pelo regime regular, o crédito passa a ser integral.
A opção do Simples pelo regime regular de IBS e CBS para o primeiro semestre de 2027 pode ser feita até 30 de outubro de 2026, segundo a Receita Federal.
É o mecanismo em que o IBS e a CBS são separados no momento do pagamento e repassados ao governo antes de o dinheiro chegar a quem vende. A empresa passa a receber o valor líquido.
O efeito no caixa é a perda do prazo entre receber a venda e recolher o tributo. A aba Split payment e caixa estima quanto capital de giro essa mudança pode exigir.
As alíquotas oficiais ainda serão fixadas. A estimativa mais recente do Comitê Gestor do IBS, publicada na Resolução CGIBS nº 14/2026, usa 27,91% no total, com 18,70% de IBS e, por diferença, 9,21% de CBS.
A LC 214/2025 prevê medidas de redução caso a soma estimada para 2033 passe de 26,5%. Por isso, a planilha trata as alíquotas como premissas editáveis.
Em 2026, a CBS de 0,9% e o IBS de 0,1% são de teste: o valor é compensado com PIS e Cofins ou dispensado para quem cumpre as obrigações acessórias. A CBS passa a ser cobrada em 2027, quando PIS e Cofins são extintos.
O IBS cresce de forma gradual de 2029 a 2032, enquanto ICMS e ISS diminuem. Em 2033, os dois tributos antigos deixam de existir.
Não. A planilha é uma simulação gerencial para apoiar decisões de compra e de caixa. Ela usa premissas editáveis e não considera todas as regras específicas de cada setor.
A apuração oficial de IBS e CBS, as obrigações acessórias e a escolha de regime devem ser validadas com o seu contador ou com uma consultoria tributária.
Compare o custo líquido, e não só o preço. Some ao preço o que a empresa paga e desconte o crédito que a compra gera, de acordo com o regime do fornecedor e o tipo de item.
A aba Comparativo faz isso para até seis cotações e indica a opção de menor custo. No exemplo, a cotação mais barata na tabela ficou em último lugar depois do crédito.
A CBS passa a ser cobrada, PIS e Cofins deixam de existir e o split payment começa a ser disponibilizado de forma facultativa entre empresas. Preços, contratos e projeções de caixa precisam refletir a nova carga.
Vale revisar cadastros de fornecedores, prazos de pagamento e a rotina de conciliação ainda em 2026, para entrar em 2027 com dados confiáveis.
Fale com um especialista e veja como a Kamino automatiza pagamentos, recebimentos e conciliação.